sábado, 28 de maio de 2011

O VENTO E O TEMPO

Tempo, senhor guardião dos anseios
Perdido, em muitos mundos...
Em muitos pensamentos...
Apenas momentos
Desperdiçados,
Sonhos em vão...
Os olhos não brilharam,
Não vi a vida refletida neles...
Os sinos não tocaram em anúncio
E estava tão perto...
A face sombria não revelou-se
Enquanto era sombra,
Existia tal qual sereia sem calda
O tempo e a distância a meu favor
Incerteza do que seria o amor
Fazia a alma desejada,
Em contornos esperados,
Produziam palavras afáveis
Mas, aos poucos...
Sumiram no vento, consumidas pelo tempo
Antes, meu amigo, por hora mortal inimigo
Tempo e marcas na carne
Cicatrizes carimbadas, bem visíveis
E lá se foi a alma...
O invólucro é o que importa
E lá se vai, o amor...
Varrido pelo vento
Escárnio do tempo

Nenhum comentário:

Postar um comentário